Identidade visual da 30ª Bienal se desdobra em 30 cartazes
Depois da semana intensa do workshop e de quase dois meses de trabalho entre a equipe de comunicação e a curadoria da 30ª Bienal, o processo de definição da identidade visual da exposição foi concluído. A 30ª Bienal de São Paulo - A iminência das poéticas será celebrada com 30 cartazes, elaborados por 30 diferentes autores.
Baixe aqui uma composição com os 30 cartazes
Com base nos projetos e discussões do workshop, a equipe da Bienal finalizou a identidade visual da exposição e, a partir dos elementos que a definem, convidou todos os participantes do workshop, curadores e designers convidados a criarem cartazes individuais para a mostra. Para esta proposta, a curadoria se baseou nos seguintes princípios:
A Fundação Bienal oferecerá ao público os arquivos originais para download.
A identidade visual
Os 30 cartazes foram construídos com base nos princípios da identidade visual da mostra, baseados na ideia de constelação, ponto central do projeto curatorial.
O principal elemento da identidade é a família tipográfica Constelar Mono, caracterizada pela reunião de todas as fontes monoespacejadas que existem ou que venham a existir. Fontes monoespacejadas são aquelas nas quais todos os caracteres ocupam o mesmo espaço horizontal, independentemente de seu desenho.

O resultado dessa escolha é que a identidade da 30ª Bienal de São Paulo se define por um princípio constelativo, que induz à variação.
O segundo elemento da identidade é o Sinal Constelar, formado pela interseção também variável de quatro segmentos de reta. Além de sintetizar o princípio constelativo da mostra, o sinal alude ao número 30 em algarismos romanos.

Confira aqui o guia de uso da identiade visual da 30ª Bienal completo.
A Bienal gostaria de agradecer imensamente a participação de todos os envolvidos neste projeto. Este processo foi extremamente enriquecedor e é o primeiro passo da 30ª Bienal de São Paulo - A iminência das poéticas, que acontece de 7 de setembro a 9 de dezembro de 2012.
Autores dos cartazes:
Participantes do workshop
Adriano Guarnieri, São Paulo, SP
Cecília Oliveira da Costa, Rio de Janeiro, RJ
Daniel Frota de Abreu, Rio de Janeiro, RJ
David Francisco, São Paulo, SP
Débora Falleiros Gonzales, São Paulo, SP
Miguel Nobrega, Rio de Janeiro, RJ
Pedro Moraes, Rio de Janeiro, RJ
Rafael Antônio Todeschini, Rio de Janeiro, RJ
Renata Graw, São Paulo, SP
Renato Tadeu Belluomini Cardilli, São Paulo, SP
Tatiana Tabak, Rio de Janeiro, RJ
William Hebling, São Paulo, SP
Designers convidados
Armand Mevis & Linda Van Deursen
Daniel Trench
Elaine Ramos
Jair de Souza
Rico Lins
Curadoria
Luis Pérez-Oramas
André Severo
Tobi Maier
Isabela Villanueva
Equipe Bienal
André Stolarski
André Noboru
Ana de Carvalho
Douglas Higa
Felipe Kaizer
Roman Atamanczuk
Victor Bergmann
Matheus Leston
Veja documentário que acompanha o processo do workshop
Saiba mais sobre essa iniciativa inédita para a definição da identidade visual do maior evento das artes visuais do país
Durante muitos anos, a Bienal realizou concursos de cartazes para representar as Bienais de São Paulo. Desta vez, fizemos algo diferente, inspirados pela proposta curatorial da próxima edição do evento, que acontecerá em 2012. Baseados nas quatro zonas curatoriais e na zona transversal que caracterizam o que a curadoria denominou de A iminência das poéticas (sobrevivências poéticas, alterformas ou alterações poéticas, vozes poéticas, derivas poéticas e reversos poéticos), concebemos um formato inédito para o desenvolvimento da identidade da próxima Bienal: fazer uma chamada aberta a todos os interessados para que enviem propostas de trabalho a serem desenvolvidas em um workshop, cujo resultado definirá a identidade visual da 30ª Bienal de São Paulo.
O workshop
A organização da 30ª Bienal de São Paulo selecionou 12 propostas de trabalho para desenvolver a identidade visual da exposição num workshop exclusivo, conduzido por seus curadores, pela coordenação de design e pela curadoria educacional da Bienal, por três designers brasileiros de renome que já elaboraram projetos para exposições de cunho histórico da Bienal (Daniel Trench, Elaine Ramos e Jair de Souza) e pela dupla holandesa Mevis & Van Deursen (ver perfis abaixo). O designer Rico Lins, vencedor do concurso de cartazes da 21ª Bienal de São Paulo, participou do processo de seleção de propostas. O designer e professor Chico Homem de Melo, autor do projeto visual da exposição comemorativa dos 50 anos da Bienal, fará uma sessão de leitura de projetos durante o workshop. O projeto de identidade que resultar do workshop será desenvolvido posteriormente pela área de comunicação da Bienal.
Quem pode participar
Qualquer pessoa maior de idade, residente em território brasileiro, pode participar. Não serão aceitas inscrições de grupos, coletivos ou empresas.
Propostas de trabalho
As propostas inscritas tinham como requisito expor um caminho para o desenvolvimento da identidade da 30ª Bienal no workshop, incluindo imagens de referência, um texto conceitual, uma proposta de desenvolvimento e um currículo resumido.
Quando e onde
As incrições foram abertas em 1º de agosto de 2011 e encerradas no dia 2 de setembro de 2011. O workshop aconteceu entre os dias 3 e 7 de outubro no Centro Universitário do Senac, na cidade de São Paulo. O projeto selecionado será divulgado no dia 10 de outubro (data foi prorrogada para 13 de outubro). Todos os projetos selecionados para o workshop serão divulgados na página do projeto no Portal Bienal.
Honorários
Os participantes selecionados receberão R$ 4 mil por sua participação no workshop. Participantes residentes fora da cidade de São Paulo receberão passagens e hospedagem gratuitas para o período do workshop.
Saiba mais
Para saber mais detalhes sobre o projeto e esclarecer suas dúvidas, leia nossa sessão de perguntas frequentes.

Designers convidados para conduzir o workshop de identidade visual da 30ª Bienal de São Paulo
Os designers convidados para participar desta iniciativa foram escolhidos segundo alguns critérios considerados de alta relevância para garantir o sucesso no desenvolvimento do projeto. Foi levado em conta o domínio de programas de identidade visual complexos, a relevância da produção destes designers no cenário das artes visuais e sua grande afinidade com arte contemporânea, habilidades como educador e orientador de projetos e, para os designers nacionais, a autoria de projetos de cunho histórico para eventos da Bienal.
Daniel Trench
bacharel em artes plásticas e mestre em poéticas visuais, é professor do curso de graduação em design visual da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo e designer gráfico. Dirige, desde 2001, seu próprio estúdio com trabalhos focados na área de cultura e tem como principais clientes o Instituto Moreira Salles, a Associação Cultural Videobrasil, o SESC-SP, o Museu de Arte Moderna da Bahia e o Paço das Artes. Foi selecionado, em 2009, para a mostra 365/30 realizada pela AIGA em Nova York e participou da exposição Connéxion>< Conexão, no SESC Pompeia, em São Paulo. É o responsável pela edição de arte das revistas Serrote e Cebrap Novos Estudos. Dentre os projetos desenvolvidos recentemente, destacam-se a criação da identidade visual do Museu de Arte Moderna da Bahia, a identidade visual da 28ª Bienal de São Paulo (com Elaine Ramos e Flávia Castanheira), além da identidade visual da Biblioteca Mário de Andrade, também em São Paulo.
Elaine Ramos
arquiteta e designer gráfica, é diretora de arte e coordenadora das publicações de design da editora Cosac Naify há 7 anos. Já desenvolveu mais de uma centena de projetos gráficos de livros e entre os principais prêmios que recebeu estão o Jabuti de melhor capa (2006), o Prêmio Aloísio Magalhães da Fundação Biblioteca Nacional (2007) e o Prêmio Max Feffer (2008). Já teve também projetos selecionados pelo American Institute of Graphic Arts para a exposição 50 Books/50 Covers em 2007, 2008 e 2009 e pelo Art Directors Club 88th Annual Awards 2009. Em 2008, desenvolveu com Daniel Trench e Flávia Castanheira a identidade visual e o projeto das publicações da 28ª Bienal de São Paulo.
Jair de Souza
um dos maiores designers do país no que tange o diálogo com as artes visuais e à identidade de instituições e eventos culturais, foi o autor do projeto visual do catálogo comemorativo do cinquentenário das bienais - Rede de Tensão. Dentre os muitos projetos de destaque assinados por ele, encontram-se ainda o projeto gráfico da inauguração da Biblioteca de multimídia do Centro Georges Pompidou, em Paris, a ambientação e a identidade visual do projeto NAVE - Núcleo Avançado em Educação e a direção de arte multimídia, a identidade visual, sinalização e direção de vídeos do Museu do Futebol, em São Paulo, além da identidade visual do Museu de Arte do Rio de Janeiro, em construção.
Mevis & Van Deursen
uma das maiores forças do design gráfico holandês, agraciada com o prêmio Amsterdam para as Artes em 2009. O trabalho da dupla Armand Mevis e Linda Van Deursen, que teve grande importância para a modernização do design gráfico holandês e influenciou estúdios como Maureen Mooren e Experimental Jetset, inclui projetos desenvolvidos para o Museu Stedelijk e para o Instituto Holandês de Arquitetura. Alguns de seus catálogos, criados para artistas como Mechac Gaba e Gabriel Orozco, podem ser considerados como obras que transcendem a mera representação do trabalhos reproduzidos. Armand Mevis é professor da icônica escola de design Werkplaats Typographie, em Arnhem. Linda Van Deursen é diretora do departamento de design gráfico da Academia Gerrit Rietveld.
Chico Homem de Melo (comentador)
designer, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e diretor da Homem de Melo & Troia Design, um escritório com atuação voltada à educação e à cultura. Autor dos projetos visuais da Bienal Brasil +500 e da exposição do cinquentenário das bienais, é um dos grandes professores e pensadores sobre o design no Brasil, com vasta experiência com desenvolvimento de projetos visuais em sala de aula.
Rico Lins (convidado especial da comissão de seleção)
é um dos mais renomados designers brasileiros. Formado em comunicação visual pela Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), no Rio de Janeiro, em 1976, continuou sua formação e iniciou sua vida profissional fora do país. Em Paris, iniciou pós-graduação em artes plásticas na Université de Paris e colaborou com jornais e revistas francesas, tais como Le Monde e Libération, além de criar ilustrações para livros infantis. Expôs seu projeto “KulturRevolution” no Centre Pompidou, onde também assinou o design da exposição “Visages d’Alice”. Em Londres, completou seu mestrado e enfrentou o desafio de criar ilustrações para livros destinados a crianças cegas ou com problemas de liguaguem, percepção e cognição. Foi diretor de arte na CBS Record em Nova York, onde trabalhou para clientes como a MTV Networks, o NY Public Theatre, revistas como Newsweek e Time, e os jornais The Washinton Post e the New York Times. Rico, que é membro da AGI - Alliance Graphique Internationalle, diz nunca ter perdido o contato com o Brasil, que fez questão de manter através de exposições, workshops e projetos educacionais e curatoriais que envolviam artistas de fora do país. Seus trabalhos estão no acervo do Musée de L’Affiche et de la Publicité e da BNF em Paris e do Museu de Arte Conteporânea de São Paulo. De volta ao Brasil, em 1995, teve breve experiência com a publicidade, seguindo-se a abertura de seu estúdio e a concepção de trabalhos variados que vão desde cartazes para eventos artísticos até animações e peças gráficas institucionais. A obra de Rico Lins foi tema da exposição Gráfica de Fronteira, que continua viajando pelo país. Entre suas realizações, figuram cartazes de cinema e teatro e a série para a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo e capas de revistas brasileiras e internacionais. Rico Lins foi o vencedor do concurso de cartazes da 21ª Bienal de São Paulo.
A iminência das poéticas
Curadoria: Luis Pérez-Oramas
Curadores associados: André Severo e Tobi Maier
Curadora assistente: Isabela Villanueva
A 30ª Bienal tem como centro curatorial o tema da multiplicidade, transicionalidade, recorrência e permanente mutabilidade das poéticas artísticas: sua topologia estética e política, suas sobrevivências, alterações, suas diversas formas de eloqüências e suas derivas; retornos, reversos, regressões; progressos, assimilações, condensações, deformações, etc.
Neste sentido, a 30ª Bienal entende que nenhuma poética sucede plenamente outra, que nenhuma precede definitivamente outra; que as poéticas se sobrepõem, se desagregam, se assimilam, se parasitam, se absorvem, se digerem, se condensam, se fazem divergentes a partir de fontes similares e convergentes, a partir de fontes divergentes.
Definir a identidade visual da 30ª Bienal a partir de um mapeamento da produção contemporânea de design gráfico no Brasil figura, portanto, coerente com essa proposta.
Convocar designers consagrados no Brasil e no mundo para participar do processo de desenvolvimento e escolha da proposta final, e integrar a este workshop figuras do design que geraram propostas de identidade visual para Bienais passadas é também consistente com a proposta da 30ª Bienal.
A 30ª Bienal tem por vocação (política) definir-se como um evento inclusivo e organicamente enraizado em seu contexto. Nesse sentido, convocar um processo de participação nacional e internacional do mais alto nível para definir sua identidade visual figura ser uma via coerente, e certamente melhor do que a imposição de uma identidade “autoral” – seja ela nacional ou estrangeira.
Diretrizes conceituais a serem consideradas para a convocatória do workshop
1. O que chamamos de Poéticas?
Por “poéticas” entendemos o repertório instrumental que permite a um individuo ou a uma coletividade, a um campo disciplinar ou a uma tradição, estabelecer, de forma intuitiva, intencional ou inconsciente, as estratégias ou plataformas discursivas que tornam possíveis ou se materializam em atos expressivos, em decisões expressivas de carácter artístico.
2. A que se refere a expressão “iminência das poéticas”?
As poéticas são um repertório limitado de enunciados ou de atos de enunciação dentro de um campo artístico (uma prática), uma tradição ou um espaço histórico-cultural. Nesse sentido, as poéticas podem ter maior ou menor relevância coletiva ou temporal, maior ou menor pertinência e maior ou menor eficácia. A temporalidade das poéticas é diferente da temporalidade da moda, assim como da temporalidade da história: as poéticas são atos, e como tal, sempre se tornam presentes; estão na borda de serem materializados; são imprevisíveis; como “o nome na ponta da língua” esses atos discursivos – que também incluem as modalidades de suspensão e de interrupção do discurso – se nutrem de densidades discursivas anteriores, de uma memória orgânica de atos enunciativos ou expressivos que os precedem e os alimentam e que estes, cada vez, alteram, deformam, assimilam – em seu advento impensável.
3. Porque falamos hoje de “iminência das poéticas”?
A arte moderna, pelo menos em suas versões dominantes, privilegiou estratégias expressivas anti-discursivas, ou de suspensão do discurso, problematizando a relação tradicional entre modalidades oratórias e mimésis visuais estabelecidas (no Ocidente) pelo humanismo clássico, estabelecendo um “princípio de indiferença” entre o visível e o dizível (exemplificado por Georges Bataille como a pulsão da pintura moderna por somente representar aquilo o que não tem equivalentes discursivos). A arte contemporânea tende, ao menos em suas versões hegemônicas, a privilegiar de novo a discursividade de suas estratégias expressivas, abundando nas artes o comentário ou a alegoria, apropriando-se de formas procedentes dos discursos da administração, da avaliação e do controle empírico da realidade. É importante perguntar-se, então, sobre o que sobra das estratégias anti- ou meta-discursivas modernas nas novas estratégias de discursividade contemporâneas, entendendo que entre elas não existe sucessão definitiva nem exclusão axiomática, e que portanto, podem (e sonham) na verdade, fazer-se híbridas. Se a arte é um sistema de disciplinas e ações expressivas, a 30ª Bienal quer trazer para o centro da discussão o assunto das poéticas, de sua relevância, mutação e migração; mas, acima de tudo, seu advento como necessidade expressiva ineludível.
4. Como estamos abordando este tema na 30ª Bienal?
Estamos definindo quatro zonas curatoriais distintas e uma zona transversal: sobrevivências poéticas, alterformas ou alterações poéticas, vozes poéticas e derivas poéticas, que permitam abordar de forma constelar todas as possibilidades de declinação e de desvio dessas quatro palavras-chave; reversos poéticos, ou reverso como ação entre essas quatro zonas e entre esses quatro conceitos e como uma maneira de ir construindo um arquivo de vozes, encontros e ações durante o processo de construção da 30ª Bienal, um espaço de polifonia curatorial e participativa.
5. Algumas chaves de trabalho
A 30ª Bienal pretende oferecer uma plataforma de encontro para a diversidade das poéticas, a partir de uma seleção daqueles artistas e obras que oferecem maior pertinência contemporânea segundo a curadoria. Este encontro inclui, obviamente, artes visuais e imagens em movimento, mas também música, performance, rádio, som, poesia, teoria, etc.
O instrumento de trabalho fundamental na 30ª Bienal é a ideia de Constelação, e o leitmotiv é a noção de articulação. Mais do que uma Bienal de obras individuais e de artistas singulares, a 30ª Bienal será um evento para produzir constelações de obras e artistas que se falam entre si, inclusive além de suas razões programáticas: uma plataforma para que o avizinhamento entre obras e artistas seja um dispositivo eficaz de renovação e de produção de sentido e significação.
Assim, por exemplo, a cada artista que tenha uma obra comissionada, se solicitará, desde o início, uma constelação pessoal: esta constelação pode ser composta por imagens, obras próprias ou alheias, livros, textos, canções, filmes, etc. Do mesmo modo, para cada obra ou artista referencial (sobretudo no caso de artistas já falecidos) os curadores produzirão constelações para suas obras ou conjuntos de obras incluídos na 30ª Bienal.
O material destas constelações estará acumulado em espaços especialmente concebidos para o descanso, a pesquisa e a reflexão, dentro do prédio da Bienal, que imaginamos como espaços de “baixa intensidade” visual, propícios para o devaneio, o desvio ou a informação acidental.
A proposta da 30ª Bienal, constelar e polifônica, deve se estender para todas as atividades que a constituem: educação, identidade visual, catálogo, etc. Assim, entre as possibilidades que estamos considerando junto à curadoria do educativo, se encontram atividades como a organização de “caminhadas ou derivas filosóficas”, colaborações com o Museu da Pessoa para produzir plataformas de arquivo e participação oral dentro da Bienal, ações indeterminadas (em CEUs e com rádios comunitárias), e muito especialmente o “Projeto Filóstrato,” com o qual convidaremos os participantes a “ativar oralmente” imagens, produzindo atividades a partir da pergunta: como fala(r) uma imagem?
Esboço de alguns dispositivos visuais
Imaginamos que “A iminência das poéticas” terá um sistema de catálogos com os seguintes elementos:
1. Guia de zonas e atividades – impressa e digital (setembro 2012)
2. Catálogo de constelações – impresso com versão na web (setembro 2012 - incluindo todas as constelações em torno de obras e artistas)
3. Catálogo de documentações – impresso, com versão na web (dezembro 2012 - incluindo todos os textos curatoriais, críticos e referenciais relativos à Bienal)
4. Arquivo das poéticas (setembro 2012 - uma coleção de livros de bolso e de material da web – que se possa fazer download –, com textos referenciais para a curadoria, cuja extensão não permita que sejam incluídos no catálogo de documentações, e que pretendemos tornar acessíveis independentemente do catálogo).
Sinalizações, rótulos, textos e afins
Imaginamos, a priori, diversos níveis de identidade e especificidade para os textos de sinalização, os quais deveriam ser pensados de forma gráfica e digital, alternativamente.
1.Textos curatoriais gerais
2. Textos identificando as constelações no espaço e nas zonas de descanso
ou “baixa intensidade” visual
a.Textos para cada obra
b.Textos para cada zona de descanso ou devaneio.
c.Textos para obras e manifestações fora do pavilhão.
3. Textos curatoriais para as possíveis atividades inter-institucionais
(com outros museus, Bienal na cidade e outros)
Repertório gráfico básico a ser solicitado durante workshop
1. Imagem gráfica do título da 30ª Bienal
2. Capas de guia, catálogos, livros
3. Exemplo de página com constelação
4. Exemplo de página web
5. Exemplos de textos curatoriais, rótulos e sinalização geral
6. Exemplo de cartaz
Se você tiver alguma dúvida que ainda não esclarecemos abaixo, mande um e-mail para id30bienal@bienal.org.br. Nós faremos o possível para responder a você com rapidez.
O que o workshop tem a ver com a proposta curatorial?
De uma forma bastante resumida, pode-se dizer que a proposta curatorial se baseia na ideia de que nada vem do nada. Obras de arte contemporânea serão sempre vistas sobre o fundo de tudo aquilo que já foi produzido na história da arte e essa história, a que normalmente chamamos tradição, está sempre na iminência de ressurgir em novos trabalhos e interpretações. E isso não é feito somente por artistas ou curadores, mas por todos que com elas entram em contato. Assim, não é bem aquilo que já está dado e definido que define a produção poética, mas sim encontros e associações, que se configuram como constelações.
Desse modo, concebemos uma forma de desenvolver a própria identidade visual da Bienal que tira partido desse diálogo entre o que já está dado e o que está por ser inventado: um workshop no qual designers que já fizeram a identidade de outras bienais, acompanhados por curadores e designers da Bienal, trabalhem com pessoas que proponham novos caminhos para pensar essa identidade.
Para mais referências sobre o projeto curatorial da 30ª Bienal, sugerimos a consulta ao texto de apresentação do projeto da exposição pela curadoria.
Como foi estabelecido esse formato para o workshop?
A ideia de fazer um workshop colaborativo foi inspirada pelo projeto curatorial da 30ª Bienal e pela experiência de André Stolarski (Coordenador Geral de Comunicação da Bienal) e do designer Rico Lins como curadores da exposição de cartazes "Sustentabilidade: e eu com isso?", que fez parte da Bienal Brasileira de Design 2010 em Curitiba. Na ocasião, além de exibir cartazes feitos por designers convidados, os curadores conceberam um processo muito parecido com o que está sendo proposto agora, convocando estudantes de design a enviarem propostas de trabalho para um workshop, que produziu ótimos resultados.
Como será o workshop?
Calendário
O workshop será conduzido nas instalações do Centro Universitário Senac Santo Amaro em São Paulo. Serão cinco dias de trabalho intenso, na semana de 3 a 7 de outubro de 2011, organizados da seguinte forma:
| 3/10 | manhã | Boas-vindas e apresentação |
| tarde | Início do desenvolvimento | |
| 4/10 | manhã | Desenvolvimento em ateliê |
| tarde | Desenvolvimento em ateliê | |
| 5/10 | manhã | Leitura de trabalhos com Chico Homem de Melo |
| tarde | Desenvolvimento em ateliê Palestra com Mevis & Van Deursen |
|
| 6/10 | manhã | Desenvolvimento em ateliê |
| tarde | Preparação das apresentações | |
| 7/10 | manhã | Apresentação dos projetos |
| tarde | Definição do projeto de identidade |
Responsáveis
O workshop será organizado pela Área de Comunicação da Bienal e será conduzido por:
No que consistiam as propostas de trabalho?
As propostas enviadas precisavam apresentar ideias e caminhos para o desenvolvimento da identidade da 30ª Bienal no workshop. Não havia a necessidade das propostas conterem projetos prontos ou fechados, mas sim que oferecessem respostas adequadas às proposições da curadoria, e que demonstrassem claro potencial de desdobramento para o workshop.
Formato
As propostas precisavam ser apresentadas em PDF com até 15 páginas no formato A4 horizontal.
Itens obrigatórios
Para serem avaliadas pela comissão de seleção, as propostas precisavam conter:
1. Resumo da proposta de identidade, incluindo:
a. Texto conceitual
b. Imagens da proposta de identidade acompanhadas de referências visuais
2. Sugestão de desenvolvimento no workshop
3. Breve currículo
4. Portfólio
Aplicações a serem consideradas
As propostas precisavam considerar o conjunto da identidade visual da exposição, e não apenas um logotipo ou aplicação. É vital que a identidade proposta oferecesse boas possibilidades de utilização como divulgação impressa (catálogos, cartaz, guias e folders), espacial (sinalização interna e externa), publicitária e online (website, twitter, facebook, tumblr e outros).
Atenção:Propostas que desconsideraram qualquer um dos itens acima ou que não estavam de acordo com o limite de páginas previsto foram automaticamente desclassificadas!
Quem pôde se inscrever?
Qualquer pessoa maior de idade, residente em território brasileiro, pôde participar. Não foram aceitas inscrições de grupos, coletivos ou empresas.
O workshop não deveria ser reservado apenas a designers?
Embora seja natural que estudantes e profissionais de design constituam uma boa parcela dos interessados, é intenção da curadoria estimular a participação de todos aqueles que se considerarem aptos a elaborar propostas de identidade para o evento.
Isso não fere o código de ética da profissão?
Não. É importante lembrar que a responsabilidade pelo desenvolvimento da identidade visual da 30ª Bienal é, em última análise, da coordenação de design da Bienal, composta por designers graduados com experiência e competência comprovadas na elaboração de projetos dessa natureza. Essa será, inclusive, a equipe que irá desenvolver o projeto em sua totalidade após a realização do workshop.
Era preciso ter algum domínio da operação de softwares gráficos?
Era necessário que o autor da proposta dominasse as ferramentas necessárias à sua execução, independentemente de sua natureza.
Os estudantes e profissionais de outras áreas não ficaram em desvantagem com relação a designers mais experientes?
Em princípio, não. É importante lembrar que o critério para a seleção de propostas de trabalho não valorizava projetos profissionais "prontos", mas sim as propostas que contribuíssem com as plataformas curatoriais e que tivessem boas possibilidades de desenvolvimento durante o workshop. Nesse sentido, propostas inusitadas, que propunham caminhos inovadores, podiam ter maiores chances de serem selecionadas que propostas profissionais estruturadas de forma tradicional.
Como foi feita a seleção das propostas de trabalho?
As propostas de trabalho foram avaliadas pela mesma equipe que irá conduzir o workshop.
E a seleção do projeto definitivo?
O caminho a ser seguido pela identidade da 30ª Bienal será definido pela curadoria, pelos designers convidados e pela coordenação de design da Bienal, contando com o acompanhamento da diretoria e da presidência da fundação. A seleção ocorrerá logo após a apresentação dos projetos, no último dia do workshop, e será comunicada publicamente no dia 10 de outubro através da página do projeto no Portal Bienal.
É possível que mais de um projeto seja selecionado?
Sim. Também é possível que sejam selecionados dispositivos visuais, comportamentos e qualidades presentes em mais de um projeto. Além disso, é prerrogativa da organização concluir que nenhum dos caminhos apresentados é plena ou parcialmente adequado aos objetivos do projeto, optando por outra forma de desenvolver a identidade.
Será possível recorrer da decisão tomada pela comissão de seleção?
Não. A decisão da comissão, tanto na escolha das propostas quanto do projeto definitivo, será soberana e irrecorrível.
O projeto selecionado no workshop será premiado?
Não. A ideia central desta iniciativa não é estimular a competição, mas a colaboração entre os participantes e os ministradores do workshop para produzir propostas de qualidade para a identidade visual da 30ª Bienal. Noutras palavras, queremos estimular todos os participantes (curadores e designers incluídos) a trabalharem juntos, trocando experiências, ideias e sugestões para produzir não apenas um trabalho "vencedor", mas um conjunto de trabalhos poderosos capazes de traduzir e representar visualmente a proposta da 30ª Bienal.
Mas como o projeto definitivo será creditado?
A participação no projeto será creditada a todos os participantes do workshop em todas as aplicações do evento, da seguinte forma:
O autor do projeto selecionado será convidado a desenvolvê-lo junto à equipe da Bienal?
Em princípio, não. Embora seja intenção da Bienal manter o(s) autor(es) do projeto definitivo a par do seu desenvolvimento até a 30ª Bienal, as formas pelas quais isso será feito dependerão do desenrolar do processo do workshop e da própria exposição.
Onde posso encontrar referências de projetos visuais de outras bienais?
Algumas informações sobre as Bienais de São Paulo estão disponíveis na Internet. É possível visitar os sites da 29ª Bienal de São Paulo e da 28ª Bienal de São Paulo, além do site sobre a 27ª Bienal de São Paulo no UOL. Informações sobre outras bienais, tais como as seções dedicadas à 26ª Bienal de São Paulo no site da Folha de S. Paulo, podem ser encontradas em diversos serviços de busca disponíveis na internet. O site UOL possui uma boa seção de informações sobre todas as bienais no endereço http://entretenimento.uol.com.br/arte/bienal/.
Outra fonte de consulta é o próprio Portal Bienal. A seção dedicada ao Arquivo Histórico Wanda Svevo possui diversas informações de interesse. Dentro dela, a seção Bienal a Bienal traz reproduções de todos os cartazes da mostra com informações sintéticas sobre cada edição (http://www.bienal.org.br/FBSP/pt/AHWS/BienalaBienal/Paginas/1BienalSaoPaulo.aspx?selected=1).
De toda forma, é importante notar que as identidades das outras bienais não devem ser tomadas como orientações para o projeto em questão, mas apenas como referências históricas e programáticas. Cada bienal tem suas particularidades, fortemente definidas por suas curadorias.